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21 de Novembro de 2019
Projeto de Prevenção de Lesão por Pressão do HST é apresentado no 5º Congresso Latino-Americano



O sucesso do projeto de Prevenção de Lesão por Pressão desenvolvido no Hospital Santa Teresa, que reduziu em 71% a taxa dessa lesão nos pacientes, foi apresentado no 5º Congresso Latino-Americano de Qualidade e Segurança do Paciente que aconteceu entre os dias 13 e 16 de outubro no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Desenvolvido pela doutora em medicina e Gerente de Qualidade e Segurança do Paciente da Associação Congregação de Santa Catarina, Daniela Menezes; pela coordenadora de Qualidade do HST, Ana Paula Stutzel; a enfermeira e Coordenadora de Enfermagem, Gabriela Fecher; e a enfermeira da Comissão de Curativos, Kamila Malheiros; o projeto foi iniciado após constatação de uma incidência de 30,95 lesões por pressão por 1.000 pacientes/dia na UTI São Judas Tadeu.

Durante o estudo foram constatadas ainda divergências na aplicação da escala de Braden, recurso utilizado para avaliação das LPPs. Retardo na avaliação de risco após admissão do paciente; falta de clareza da equipe no tratamento das LPPs; pouca interação da equipe multidisciplinar com relação às medidas preventivas; aporte nutricional inadequado; e ausência de envolvimento familiar no cuidado com o paciente.

Estratégias de melhorias

A equipe de melhoria, liderada pela enfermeira Coordenadora de Enfermagem e especialista em dermatologia, Gabriela Fecher, foi formada por uma enfermeira especialista em dermatologia, um médico cirurgião, a enfermeira supervisora da UTI, uma nutricionista, uma fisioterapeuta e duas especialistas em melhoria da qualidade.

Após a detecção dos pontos fracos, a equipe debruçou-se no planejamento e traçou as estratégias para resolver o problema. Primeiramente o grupo realizava reuniões diárias e encontros semanais com objetivo de avaliar e propor ideias de mudança para serem testadas em pequena escala. Inicialmente o objetivo era reduzir em 50% as incidências de LPPs na UTI São Judas Tadeu entre março de 2018 até janeiro de 2019.

A estratégia de melhoria relacionou-se principalmente à padronização do cuidado e alinhamento das equipes no que tange ao conhecimento teórico, seguindo as recomendações propostas pelo European Pressure Ulcer Advisory Panel (EPUAP), National Pressure Ulcer Advisory Panel (NPUAP) e Institute of Healthcare Improvement (IHI). Além disso, era necessário integrar toda a equipe multidisciplinar e inserir o paciente e seu acompanhante no cuidado.

Ideias de mudança

Estratégias definidas, a equipe então colocou diversas ideias de mudança em ação. Foram definidas três áreas de atuação: Identificação do risco de LPP; Medidas preventivas, com dois focos, um para controle da umidade e temperatura e outro na redução da pressão e cisalhamento; e Educação.

Ao todo foram 20 medidas adotadas, começando pela realização da avaliação de risco de LPP nas primeiras quatro horas de admissão do paciente; padronização de métodos de barreira; inspeção da pele sob e ao redor dos dispositivos médicos duas vezes ao dia; padronização de fixação de dispositivos médicos; padronização de relógios de mudança de decúbito; até realizar treinamentos com a equipe; envolver a família; e criação de material didático para familiar/acompanhante sobre métodos de prevenção das lesões por pressão.

Resultados

Durante o período proposto pelo projeto de melhoria, houve uma redução de 71% na taxa de Lesão por Pressão na UTI, totalizando 41 lesões evitadas durante os nove meses medidos. “O sentimento é de gratidão com os resultados e com toda a equipe do Hospital, pois foi junto que atingimos estes números, o trabalho de todos foi fundamental para alcançarmos esta melhoria e proporcionarmos uma estadia cada vez melhor aos nossos pacientes”, comentou a enfermeira Gabriela Fecher. Atualmente o taxa de Lesão por Pressão da UTI São Judas Tadeu está em 16% e com monitoramento semanal a beira leito.

Expansão e crescimento do projeto

Após o sucesso inicial, o projeto foi levado também nas UTIs Cardiológica, UTI São José e na Unidade de Internação Sagrado Coração de Jesus. Neste mês de outubro o projeto chegou à UTI Neonatal e Pediátrica Deus Menino e na Unidade de Internação Irmã Gregória.

– Os novos objetivos são manter o processo seguro e confiável nestes setores e atingirmos a sustentabilidade. Seguindo escalas pequenas conforme a metodologia da ciência da melhoria, vamos expandir para todos os setores do Hospital – ressaltou Gabriela Fecher.

Em abril de 2019 foi realizada a primeira Sessão de Aprendizagem Presencial, iniciativa embrionária da expansão do projeto para as Casas da ACSC na Serra. Em junho o projeto teve início nos hospitais da serra fluminense: Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição, em Três Rios; e Hospital São José, em Teresópolis e está na primeira fase de testes.



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